Cristãos

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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

MARTÍRIOS NO IRAQUE E FALSO ECUMENISMO NA FRANÇA



"Banho de ecumenismo" sincretista na França. No Ocidente, esse banho é mais perigoso que o banho de sangue católico que está sendo perpetrado no Oriente.
Quando os seguidores do Alcorão invadiram a igreja católica de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em Bagdá, o jovem Pe. Athir, que dirigia as orações naquele dia de finados, percebeu que a tragédia tinha começado. E disse aos maometanos:
— Matai-me a mim, mas deixai os fiéis em paz.
— Converte-te ao Islã, porque de qualquer forma irás morrer — bradaram os islamitas.
E logo alvejaram a cabeça do sacerdote católico. Junto com ele foram martirizados outro jovem sacerdote, Pe. Wasim Sabih, de 27 anos, e quase 50 fiéis. Entre as vítimas havia oito mulheres e dez crianças. Esses mártires fazem parte da já extensa lista dos mortos pelos maometanos no Iraque. Outros 60 ficaram feridos, alguns gravemente.



Os agressores muçulmanos, quando cercados pela polícia iraquiana, sequestraram os fiéis, tentando utilizar as crianças como escudo humano. Alguns explodiram coletes com os explosivos que levavam. Eram seguidores do Islã, ao que parece ligados à Al-Qaeda, que desejam banir os cristãos do país.
A missa de réquiem foi rezada na igreja de São José, abarrotada de fiéis emocionados pelo heroísmo dos mártires. No sermão, o arcebispo de Bagdá exclamou: "Não temos medo da morte nem das ameaças. Somos filhos deste país e aqui permaneceremos".
Os criminosos ataques não cessaram com este episódio. Alguns dias depois, em 10 de novembro, mais três cristãos foram mortos e 26 saíram feridos numa onda de atentados, que incluiu disparos de morteiro e detonação de bombas caseiras diante das moradias das vítimas.
Bispo denuncia: Alcorão manda matar
O ódio contra o cristianismo, instigado pelo Alcorão, havia sido denunciado poucos dias antes nas mais altas esferas do Vaticano. O bispo de Biblos (Líbano), Mons. Rabula Antoine Beyluni, no sínodo especial para o Oriente Médio presidido por Bento XVI, alertou: "O Alcorão dá aos muçulmanos o direito de julgar os cristãos e matá-los com a Jihad".



D. Beyluni apontou a extrema dificuldade de qualquer "diálogo" com o Islã, posto que o Alcorão manda "impor a religião pela força, com a espada". Queixou-se do ecumenismo pacifista, dizendo: "Nesse 'diálogo', para ganhar simpatias, clérigos adicionam a famosa oração maometana muitas vezes repetida (paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele)".
O diário romano "Il Messaggero" afirma que Dom Beyluni abandonou o fair play da Cúria romana e descreveu as coisas como elas são; e mostrou que "há versos contraditórios, e o que é rejeitado em alguns versos é permitido em outros, para que o muçulmano possa usar um ou outro a seu favor".
Na França: ataques e profanações
No mesmo dia de finados, um magote de adolescentes islâmicos invadiu a igreja de Saint-Jacques du Viguier, na histórica cidade de Carcassonne (França). Seguindo o esquema da intifada, apedrejaram o sacerdote e os fiéis, danificaram uma venerada imagem de Nossa Senhora, e logo fugiram. O fato chocou e provocou revolta no país. Percebendo essa cólera do povo, o ministro do Interior da agnóstica República Francesa, Brice Hortefeux, enviou mensagem de solidariedade aos fiéis agredidos, apontando para a necessidade de punições.



A profanação foi vivamente censurada pelos habitantes da região, inclusive na Internet. Mas a maior surpresa foi a atitude do bispo da diocese, Mons. Alain Planet. Em comunicado oficial, ele censurou não os islâmicos, mas sim os fiéis, e minimizou o ato dos profanadores... Defendeu o indefensável: "O desencadeamento do ódio anti-islamita, que se seguiu à ocorrência de Carcassonne, é muito mais ofensivo ao cristianismo e ao próprio Cristo do que a tolice de algumas crianças mal-intencionadas".
Poucos dias depois, na igreja de Saint-Jean (diocese de Avignon), o pároco Pe. Gabriel, em desespero de causa, convocou a imprensa para denunciar que há meses a paróquia é alvo de pichações injuriosas e obscenas, lançamento de excrementos e tentativas de incêndio. Denunciou o esquema de guerra religiosa empregado em Carcassonne: grupelhos de adolescentes agridem o templo e os fiéis, no estilo intifada. Um dos agressores entrou na igreja em plena missa, satisfazendo suas necessidades na entrada do edifício, e bradou: "Vamos assar todos vocês e sua igreja!". O arcebispado recusou-se a denunciar esses atentados à prefeitura e pedir medidas de proteção...
A polícia disse deplorar o silêncio do arcebispado, que está mantendo escandaloso diálogo com os chefes maometanos locais. Para os fiéis esclarecidos, essas provocações não são mais do que a ponta de iceberg de uma ofensiva religiosa.




Heroísmo católico X capitulação vergonhosa
Assim, face à ofensiva islâmica no Iraque e na França, duas atitudes vão se delineando: a do heroísmo até o martírio, adotada pelos sacerdotes Athir e Wasim em Bagdá; e, num sentido diametralmente oposto, a atitude vergonhosa adotada pelos prelados de Carcassonne e Avignon.
Nos locais onde os pastores enfrentam heroicamente a heresia e seus sequazes, historicamente a Igreja saiu vencedora no final. Não se limita essa constatação ao exemplo admirável dos mártires dos primeiros séculos de cristianismo, mas se estende a toda a história da Igreja em vinte séculos. Exemplos de resistência heroica — como o do mártir Santo Eulógio, bispo de Córdoba, de D. Afonso Henriques, rei de Portugal, e de Cid Campeador — reverteram a situação por meio de verdadeira cruzada, como se deu na península ibérica. Pelo contrário, onde prevaleceu a política de concessões e desarmamento moral diante do inimigo, o resultado sempre foi a opressão crescente da Igreja, e até sua extinção em certos países. O mau exemplo de bispos "dialogantes" e "ecumênicos" — como o de Dom Opas durante a invasão moura da península ibérica — é tipicamente o que não traz progressos na conversão dos infiéis e vitória da Igreja.
Luiz Gonzaga – Dezembro de 2010

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