“Nossa Mãe Santíssima abriu para nós uma porta de misericórdia que ninguém fechará”
Nossa Senhora, por ser Mãe de Deus, é a título especial Mãe dos homens. Portanto nossa Mãe.
Acredito que a mais preciosa graça que se pode ter em matéria de devoção à Santíssima Virgem é quando Ela condescende em estabelecer, por laços inefáveis, uma relação verdadeiramente materna com cada um de nós. Isso se pode dar de mil modos, mas, em geral, Ela se revela principalmente como nossa Mãe quando nos tira de algum apuro, de um modo tal que fica inesquecível por toda a vida. Ou quando Ela nos perdoa alguma falta que praticamente não tinha perdão, mas que Ela, por uma dessas bondades que só as mães têm, passa por nós e perdoa. Elimina nossa falta como Nosso Senhor Jesus Cristo curava a lepra.
Desse modo, a falta — que não merecia ser perdoada, não tinha atenuante e só merecia a cólera de Deus —, pelo poder soberano de Nossa Senhora e com a indulgência que só as mães têm, é completamente eliminada. Ela, como Mãe, com um sorriso apaga a falta e o passado fica esquecido.
A Santíssima Virgem concede graças desse gênero, de um modo tal que, para a vida inteira, a alma fica marcada a fogo — mas com um fogo celestial — com essa convicção: de que poderemos recorrer a Ela mil vezes, em circunstâncias mil vezes mais indefensáveis, e Ela sempre nos perdoará de novo, porque nossa Mãe Santíssima abriu para nós uma porta de misericórdia que ninguém fechará.
Esse perdoar, quer dizer, interceder por nós junto ao Senhor, e Dele alcançar misericórdia, perdão e alcançar as graças necessárias para nos aproximarmos da Santíssima Trindade com imensa dedicação, renovados pelo perdão recebido.
Como é triste ouvir ou presenciar pessoas que não creem na intercessão de Maria, que negam sua materna ajuda. Mas nós que cremos, devemos rezar e orar, pedindo a Mãe do Céu que possa dirigir seu olhar por todos, especialmente aos que não creem.
Nossa Senhora de Fátima, Rogai por nós!
Luiz Gonzaga – Junho de 2011
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