Houve uma mudança na forma de gestão do coronelismo na atualidade, que, apesar da mídia, da televisão, novas tecnologias como a internet, a grande habilidade do coronel moderno é o poder político que ele tem. Este poder consegue mobilizar instituições e pessoas a favor dos projetos políticos pessoais.
Podemos perceber o coronelismo, atuante ainda nos dias de hoje, de forma bem sorrateira, infiltrando-se na política, tanto na esfera Federal, quanto Estadual e principalmente Municipal.
Definido como um compromisso, uma troca de proveitos entre o Poder Publico, a força dos “coronéis” provem de serviços que prestam ao chefe do Executivo – quando o coronel não é o próprio Chefe do Executivo –, para preparar seu sucessor nas eleições ou até mesmo membros do Legislativo, fornecendo-lhes votos e assim ensejando sua permanência em novos pleitos, o que tornava fictícia a representação popular, em virtude do voto "manipulado".
Certas atribuições, tais como eleger o governador, deputado, senador e prefeito, trazem benefícios aos coronéis, porque, após eleitos, os coronéis seriam beneficiados com contratos que cobririam os gastos com a campanha de ambas as partes.
Nesses contratos, feitos de forma legal, diga-se de passagem, os coronéis afastariam os prováveis concorrentes, através de tráfico de influência, sendo eles mesmos os grandes favorecidos, levando com eles nosso dinheiro suado, recolhido aos cofres públicos através de impostos.
Antigamente os grandes fazendeiros interferiam violentamente nas eleições e na e forma de governo, elegendo aqueles que para eles seria o mais vantajoso e interessante. Hoje, porém, pelo menos em nosso meio não há mais esta intervenção violenta, mas talvez haja possível pressão e até chantagem para as eleições, usando do plano de governo como instrumento para se eleger, que depois de eleito, aí sim, governar conforme sua própria consciência.
Os coronéis acabaram assumindo um grande poder. O coronel era, sobretudo uma figura local, exercendo influencia nas cidades menores, mais afastadas e sua imediações, bem como pressionando os moradores a vender e trabalhar da forma que os “chefões” bem entendiam.
O coronel tinha de mandar e ser obedecido, era a pratica do "mandonismo local".
Aí nós paramos e pensamos quando Jesus disse a Pilatos (Jo 19, 11) ...não terias nenhum poder sobre mim se não tivesse sido dado por Deus...
Certos políticos e seus cupinchas acham que tem poder sobre a população, empregados... mas na verdade este “poder” foi dado por Deus para que administre os bens comum do povo.
Será que isto está acontecendo?
Luiz Gonzaga – Dezembro de 2011
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